Comparação entre (123)I e (131)I na terapia e no diagnóstico
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Resumo
A medicina nuclear é um ramo do diagnóstico por imagem responsável pelo diagnóstico e
terapia de inúmeras patologias por meio da utilização de radionuclídeos. No diagnóstico, a
medicina nuclear utiliza radionuclídeos, que são átomos radioativos, administrados
internamente no paciente, fazendo com que a imagem seja obtida de dentro para fora. A
junção do radioisótopo com substâncias farmacológicas origina os radiotraçadores que
apresentam afinidade por órgãos de estudo uma vez administrados no paciente. Na terapia
utiliza-se largamente o iodo radioativo (131I) contra câncer de tireóide e hipertireoidismo e,
ainda, no diagnóstico de restos tireoidianos ou focos metastáticos de câncer de tireóide. Os
radioisótopos 131I e 123I são utilizados em diagnóstico, contudo o 123I tem sido substituído pelo
131I. Associado, na terapia, o 131I é largamente utilizado em detrimento do seu isótopo
radioativo. Dessa forma, comparando os dois radioisótopos, revisões sobre as suas
características podem levar a um maior conhecimento sobre as suas utilizações no diagnóstico
e na terapia, formando profissionais conscientes da radioproteção, visto que há a manipulação
direta de materiais radioativos nesta área. O objetivo deste trabalho é descrever a produção
dos radioisótopos 123I e 131I, comparar as imagens diagnósticas na utilização dos radioisótopos
123I e 131I e diferenciá-los quanto a possibilidade terapêutica. Foi realizada uma revisão de
literatura sobre os radioisótopos 131I e 123I, considerando as produções destes radionuclídeos,
assim como as suas características para utilização em terapia e diagnóstico de patologias que
acometem a tireóide. Para a revisão de literatura foi consultado o acervo da biblioteca da
FATEC-Botucatu e da UNESP- Campus de Botucatu e as bases de dados Scielo e Scopus. O
radioisótopo 131I é produzido em reator nuclear, o que torna seu uso menos oneroso do que o
123I, que necessita passar por processos de purificação, o que eleva seu custo. Porém a dose
absorvida do 131I pelo paciente é mais elevada o que não gera vantagem para este
radionuclídeo. Contudo as imagens geradas com o 123I são consideradas melhores devido a
sua energia ideal de fótons de 159keV e o tempo de meia vida do 123I, sendo de apenas 13
horas, o torna interessante para a utilização diagnóstica. O 131I é utilizado para terapia, em
detrimento ao seu radioisótopo 123I, devido as suas características físicas de decaimento.
Descrição
Palavras-chave
Citação
MARTINS, Débora Nunes de Campos. Comparação entre (123)I e (131)I na terapia e no diagnóstico, 2012. Monografia (Curso Superior de Tecnologia em Radiologia) - Faculdade de Tecnologia de Botucatu, 2012