Seletividade alimentar: Contribuições da terapia nutricional em crianças com transtorno do espectro autista
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199
Resumo
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) começou a ser estudado em 1908 pelo
suíço Eugen Bleuler. Nenhuma evidência científica foi encontrada de que o TEA tenha
uma causa única, mas sim um conjunto de fatores genéticos. (MINISTÉRIO DA
SAÚDE, 2012). O TEA se comporta de maneira diferente em cada indivíduo, os
sintomas são caracterizados por uma série de desafios na interação social. Estes
podem incluir dificuldade em manter contato visual, reconhecer e interpretar
expressões faciais e gestos, expressar emoções, formar amizades e exibir hábitos
alimentares seletivo. Ele é dividido em 3 níveis: médio, leve e severo. (BARBOSA et
al, 2022). Os profissionais apontam que os hábitos alimentares desenvolvidos desde
o nascimento podem interferir diretamente na SA. Ao avaliar, deve-se considerar
pontos-chave como “por quanto tempo amamentar exclusivamente”, “quando
introduzir os alimentos”, “quais alimentos fornecer à criança”. A Seletividade Alimentar
apresenta como principais características: pouco apetite, recusa em comer e falta de
interesse pela comida. A recusa de alimentos pode causar deficiências nutricionais e
danos ao organismo pela limitação da variedade de micronutrientes que a pessoa
ingere. Pessoas neste nível têm dificuldade com habilidades sociais e
comportamentos restritivos e repetitivos. Nem sempre a recusa de uma criança
apontará para seletividade, pois na fase em que ocorre é comum haver rejeição aos
alimentos. A recusa de alimentos pode levar a deficiências nutricionais e prejudicar o
organismo, ao limitar a variedade de micronutrientes que um indivíduo pode consumir.
Foi demonstrado que as crianças que recebem acompanhamento nutricional
minimizam os danos que a seletividade causou ou causará ao longo das suas vidas.
Isso porque a nutrição atua diretamente no funcionamento normal do organismo,
respeitando a autonomia do indivíduo e fornecendo à criança os nutrientes
necessários. A abordagem da terapia nutricional é personalizada, e o número de
etapas e métodos empregados depende de diversos fatores como comportamento da
criança, idade e desenvolvimento psicomotor, bem como do diagnóstico e evolução
do tratamento multidisciplinar. Uma avaliação inicial abrangente orienta o início da
intervenção nutricional e as sessões de acompanhamento subsequentes envolvem o
desenvolvimento, adaptação e implementação de estratégias apropriadas.
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Palavras-chave
Citação
ALMEIDA, Larissa Victoria dos Santos. SÁ, Lorrana Maria de Lima. PINHEIRO, Maria Eduarda Sousa. PARY QUISPE, Ruth. Seletividade alimentar: Contribuições da terapia nutricional em crianças com transtorno do espectro autista, 2023. Trabalho de conclusão de curso (Curso Técnico em Nutrição e Dietética - Escola Técnica Estadual ETEC de Cidade Tiradentes (Cidade Tiradentes - São Paulo), São Paulo, 2023