Revisão comparativa de atividade antimicrobiana em cepas de Escherichia coli e Staphylococcus aureus com antibióticos sulfonamida, estreptomicina e fitoterápicos a base de Punica Granatum L. (Romã), Rosmarinus officinalis L. (Alecrim) e Zingiber offininale (Gengibre)
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229
Resumo
A utilização dos antibióticos reduz os problemas da saúde mundial
causados pela microbiota bacteriana, porém a constante exposição destes
microrganismos a agentes antibacterianos, com uso indiscriminado, provocou a
resistência destas bactérias. Os medicamentos que constituem a classe dos
antibióticos, além de terem desenvolvido resistência, são capazes de causar efeitos
colaterais críticos, o que torna o estudo de plantas medicinais essencial para a vida
humana. Dentre os medicamentos fitoterápicos, estão aqueles produzidos com o
alecrim (Rosmarinus officinalis L.), o gengibre (Zingiber officinale) e o romã (Punica
granatum L.) que transparecem diversas ações interventivas, como suas atividades
antimicrobianas recém estudadas. O princípio desse estudo é a revisão comparativa
da ação dos antibióticos Sulfonamidas e Estreptomicina, comumente utilizados,
como os medicamentos fitoterápicos a base das espécies vegetais citadas, em
testes de suscetibilidade frente às bactérias Escherichia coli e Staphylococcus
aureus. O antibiograma consiste na determinação da sensibilidade de bactérias in
vitro por meio da exposição a fármacos antimicrobianos, sendo o resultado deste
teste obtido pelo método de difusão em disco. Neste método, o disco é impregnado
com o agente antibacteriano e posicionado na superfície do meio de cultura em que
está inoculada a bactéria a ser estudada, assim o disco absorve a água do meio
Ágar e dispersa o agente na superfície, formando um halo de inibição quando a
bactéria é suscetível a ação do medicamento contido no disco. Para o crescimento
da bactéria, é necessário a sua inoculação com Ágar, podendo ser o BHI (Brain
Heart Infusion Broth) ou o ágar Mueller Hinton, pois eles são munidos de
carboidratos e proteínas que agilizam o crescimento bacteriano. Dentro das
condições de inoculação recomendadas para a maioria dos testes, tem-se o período
de crescimento em estufa com a temperatura de 37°C durante 24 horas. Por fim, o
resultado é determinado pelo tamanho do halo desenvolvido ao redor do disco tendo
o seu diâmetro medido em milímetros (mm), o que permite classificar se a bactéria é
susceptível ou não aos agentes contidos no disco. A revisão desmontou que os
testes feitos pelos laboratórios microbiológicos DRE e Laborclin, tem halos de
inibição que medem de 12 - 20mm para a E. coli e de 14 - 22mm para a S. aureus
com a Estreptomicina, já com a Sulfonamida, os halos correspondem a 15 - 23mm
para a E. coli e de 24 - 34mm para S. aureus. Os extratos da casca da romã (Punica
granatum L.), segundo os documentos científicos publicados, foi o que apresentou a
maior atividade antimicrobiana e melhor se aproxima dos padrões laboratoriais,
frente à cepas de S. aureus, com halos inibitórios de 28 e 26,3mm e em cepas de E.
coli, os valores em halos são de 24,6 e 22,6mm. Para a elaboração deste trabalho,
foram priorizados documentos publicados entre o ano de 2010 e 2019 tendo o
desenvolvimento baseado em levantamentos científicos feito com o auxílio das
bases de dados Scientific Eletronic Library Online (SciELO), Literatura
Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (Lilacs), bibliotecas
universitárias online, junto ao Google acadêmico.
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Palavras-chave
Citação
SILVA, Taynara Nataly da; SILVA, Wellington Barros. Revisão comparativa de atividade antimicrobiana em cepas de Escherichia coli e Staphylococcus aureus com antibióticos sulfonamida, estreptomicina e fitoterápicos a base de Punica Granatum L. (Romã), Rosmarinus officinalis L. (Alecrim) e Zingiber offininale (Gengibre), 2020. Trabalho de conclusão de curso (Curso Técnico em Química) – Etec Paulistano, São Paulo, 2020.