Radiação ionizante em gestantes
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Resumo
Atualmente, é muito comum a realização de exames diagnósticos de rotina que envolve o uso
de radiação ionizante. No entanto, no caso de pacientes grávidas, os riscos relacionados com a
prática destas técnicas, devem ser associados ao fator exposição fetal. A exposição do feto à
radiação ionizante pode causar uma série de malformações e até mesmo morte embrionária.
Os tipos e graus dessas malformações fetais podem variar, principalmente, de acordo com a
dose de radiação absorvida pelo feto e pela idade gestacional. No primeiro trimestre, os riscos
de morte embrionária são maiores, bem como a probabilidade de ocorrência de malformações
mais graves, que podem variar desde a diminuição do quociente de inteligência até retardo
mental. Durante qualquer fase da gestação, principalmente nas ultimas semanas de gestação, a
exposição do feto à Radiação Ionizante, mesmo a baixas doses, podem causar leucemia ou
tumores malignos durante a infância. Devido a essas complicações, o médico deve avaliar
criticamente a relação risco-benefício para a realização destes tipos de exame. Neste sentido,
o objetivo deste trabalho foi identificar, na literatura, publicações relacionadas à realização de
exames radiológicos durante a gestação, os limiares de doses associadas a efeitos deletérios
sobre o embrião e o feto nos diferentes métodos diagnósticos bem como os efeitos biológicos
da radiação ionizante durante a gestação. Onde os resultados obtidos por este trabalho foram,
que exames diagnósticos não direcionados ao útero materno, como a mamografia e
radiografias simples de cabeça, coluna cervical e extremidades, desde que seja usado todos os
métodos de proteção radiológica, principalmente o avental de chumbo sobre o abdômenn e
diminuindo ao máximo a dose ao feto, podem ser realizados, sendo a exposição fetal pequena.
No entanto, exames diagnósticos direcionados ao útero e tratamentos terapêuticos que
utilizem radiação ionizante não devem ser realizados em nenhuma fase da gestação, pois a
dose ao feto é extremamente alta, podendo causar até a morte fetal. Como conclusão, mesmo
baixas doses de radiação ionizante podem causar danos biológicos ao feto, sendo os danos
mais graves no primeiro trimestre de gestação, portanto, nenhum exame que utilize radiação
ionizante deve ser realizado sem que seja de real necessidade, onde a justificaticava e os
benefícios da realização do exame supere os riscos da radiação ionizante. Portanto, podendo
ser evitados exames que exponham as gestantes à radiação ionizante, devem ser evitados.
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Palavras-chave
Citação
JORGETTO, Karina. Radiação ionizante em gestantes, 2012. Monografia (Curso Superior de Tecnologia em Radiologia) - Faculdade de Tecnologia de Botucatu, 2012