Análise da aplicação da curva ABC em estoques de materiais hospitalares
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112
Resumo
Em um Hospital existem inúmeros materiais como os de consumo,
matérias-primas, medicamentos, gêneros alimentícios, oxigênio, materiais importados,
produtos em trânsito, em processo, produtos acabados, materiais auxiliares, consignações e
até ativos fixos, envolvendo assim todos os recursos patrimoniais. Por isso a administração
de materiais tem grande importância por cuidar de um fator importante que pode elevar os
custos hospitalares.
Os custos que um estoque apresenta como os de manutenção
(custos de estocagem, riscos de deterioração e custos administrativos), de compra (preço,
frete, seguro), de falta (compras urgentes com preço alto), acentuam ainda mais a
necessidade de se utilizar ferramentas (estratégias) para conseguir melhor aproveitamento
dos escassos recursos financeiros do hospital.
Este trabalho focou algumas dessas ferramentas, a Curva ABC e a
classificação XYZ dos materiais em estoque na Seção de Suprimento de um Hospital
Público Universitário de grande porte.
O princípio da Curva ABC foi observado por Vilfredo Pareto num
estudo de renda e riqueza onde constatou que uma grande porcentagem da renda total
concentrava-se nas mãos de uma pequena parcela da população numa proporção 80% e
20% respectivamente.
A classificação ABC é um procedimento que visa identificar os
produtos em função dos valores que eles representam e, com isso, estabelecer formas de
gestão apropriada à importância de cada item em relação ao valor total considerado. O
consumo do item (num determinado período) x preço unitário formam o conjunto de
grandezas no qual poucos itens representam muito valor e muitos itens representam pouco.
As classes da curva ABC correspondem: classe A: grupo de itens
mais importantes. São os 20% de itens de alto valor que representam cerca de 80% do
valor de estoque; classe B grupo intermediário entre as classes A e C, são de valor médio
usualmente os seguintes 30% dos itens que representam 10% do valor total; classe C: itens
menos importantes, são de baixo valor que compreendem 50% do valor total de tipos de
itens estocados, representam somente 10% do valor total do estoque.
Na pesquisa realizada no Hospital Público Universitário, foram
analisadas algumas causas da gestão inadequada de materiais tais como: deficiência na
padronização; falta de capacitação; ausência de negociação; falta aprimorar informatização
e códigos de barras; falta de material e de planejamento; estrutura burocrática e ampliação
das instalações físicas.
Também foi realizada análise da aplicação da Curva ABC nos 4
períodos (2006) que apresentou os seguintes resultados:
Classe A – 11,45% do total de itens correspondem a 74,74% do valor total;
Classe B – 18,68% do total de itens correspondem a 19,32% do valor total;
Classe C - 69,87% do total de itens correspondem a 5,94% do valor total.
A classificação XYZ tem como critério o grau de criticalidade ou
imprescindibilidade do material para as atividades em que eles estão sendo utilizados.
Alguns materiais, quando faltam, colocam em risco as pessoas ou até o patrimônio da
organização. Estes são os itens “Z”, os mais críticos que não podem ser substituídos por
outros similares. Os “Y” possuem criticalidade média, embora sejam vitais para atividade
da empresa, podem ser substituídos por outro equivalente. Os itens “X” podem faltar sem
acarretar prejuízo, nem tanto pelo fato de não serem críticos para atividade, mas
principalmente pela possibilidade de serem substituídos com facilidade.
Na análise dos materiais em estoque do hospital citado, verificou-se
que a maior parte dos itens “A” apresentam prioridade “Z”, conseqüentemente exigindo
controle cuidadoso e significativo do estoque porque além de terem valores altos, fazendo
trabalhar com quantidades mínimas, sua falta pode causar problemas como citados acima.
Descrição
Palavras-chave
Citação
COQUEMALA, Cristiane Marta Servilha. Análise da aplicação da curva ABC em estoques de materiais hospitalares, 2006. Monografia (Curso Superior de Tecnologia em Logística) - Faculdade de Tecnologia de Botucatu, 2006.