Entre o silêncio e o sofrimento: análise de indicadores e fatores de risco para depressão pós-parto
Carregando...
Data
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
052
Resumo
INTRODUÇÃO: A depressão pós-parto (DPP) é um transtorno psíquico comum e de
grande relevância para a saúde pública. Caracterizam-se por sintomas como tristeza
persistente, falta de interesse nas atividades diárias, alterações de peso, culpa
excessiva e em casos graves pensamentos suicidas. Fatores como gravidez não
planejada, falta de apoio emocional, violência doméstica ou obstétrica e mudanças
hormonais e sociais contribuem para o desenvolvimento da DPP. O impacto desse
distúrbio vai além da mulher, afetando também o vínculo mãe-bebê e o
desenvolvimento infantil. O papel da enfermagem é fundamental na identificação
precoce, acolhimento e encaminhamento adequado dessas mulheres, além de
promover um cuidado humanizado durante o pré-natal e o puerpério. Destacar-se a
importância do olhar atento e qualificado da equipe de saúde, especialmente dos
profissionais de enfermagem, para garantir uma assistência eficaz, preventiva e
empática diante dos riscos e sintomas da depressão pós-parto. OBJETIVO:
Levantar indicadores considerando possíveis fatores de depressão pós-parto em
puérperas, analisando aspectos predisponentes, relação com o desenvolvimento do
quadro e os impactos dessa condição na experiência materna e infantil.
METODOLOGIA: Trata-se de um estudo observacional, com abordagem qualitativa
e caráter exploratório, complementado por dados quantitativos de natureza
descritiva. A pesquisa foi realizada com 54 mulheres, gestantes e puérperas,
residentes no interior do Oeste Paulista. A coleta de dados foi feita por meio de um
questionário online, elaborado no Google Forms e divulgado pelas redes sociais,
com participação voluntária e mediante aceite do Termo de Consentimento Livre e
Esclarecido (TCLE). A análise dos dados qualitativos seguiu o método de Bardin
(2011), enquanto os dados quantitativos foram apresentados por meio de gráficos.
Foram incluídas mulheres que já passaram pela experiência da maternidade e
excluídas aquelas que não residiam na região definida. RESULTADOS: A pesquisa
revelou que a maioria das puérperas enfrentou sintomas emocionais como tristeza,
ansiedade e desânimo durante a gestação e o pós-parto. A rede de apoio esteve
presente para algumas, mas uma parte significativa relatou apoio insuficiente. Muitos
casos de transtornos mentais na família foram identificados, assim como vivências
de abuso ou negligência. O vínculo com o bebê foi estabelecido com naturalidade
pela maioria, embora sentimentos de culpa e insegurança nos cuidados iniciais
tenham sido comuns. Apenas uma pequena parcela recebeu acompanhamento
psicológico após o parto, evidenciando a necessidade de maior atenção à saúde
mental materna. CONCLUSÃO: A pesquisa evidenciou que a saúde mental na
gestação e puerpério é fundamental, afetada por fatores emocionais, sociais e
históricos. Sentimentos como ansiedade e insegurança são comuns, e a rede de
apoio faz diferença no enfrentamento. Destaca-se a importância do acolhimento
psicológico e da capacitação dos profissionais para promover o bem-estar materno.
Descrição
Palavras-chave
Citação
SANTOS, C. V. et al. Entre o silêncio e o sofrimento: análise de indicadores e fatores de risco para depressão pós-parto. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Técnico em Enfermagem) – Etec Profª Carmelina Barbosa, Dracena, 2025.