A evolução da mulher no mercado de trabalho
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052
Resumo
A inserção da mulher no mercado de trabalho é resultado de um longo processo
histórico de resistência, lutas e avanços, que ainda hoje enfrenta barreiras
significativas. Desde o período anterior à Revolução Industrial, em que as mulheres
eram restritas ao espaço doméstico, até o século XXI, houve mudanças profundas
nas formas de participação feminina na economia. A industrialização marcou o início
da presença feminina no trabalho formal, embora em condições extremamente
precárias. Com o fortalecimento dos movimentos feministas, especialmente nos
séculos XIX e XX, as mulheres passaram a conquistar direitos fundamentais como
licença-maternidade, igualdade salarial e proteção contra abusos.
No entanto, mesmo com esses avanços, ainda persistem desigualdades
estruturais que limitam o pleno acesso das mulheres a oportunidades iguais.
Diferenças salariais, baixa representatividade em cargos de liderança, assédio moral
e sexual e a sobrecarga da dupla jornada de trabalho são obstáculos enfrentados
diariamente. A mulher, mesmo com maior escolaridade em média que os homens,
continua a ser subvalorizada no ambiente profissional, especialmente quando se trata
de mulheres negras e de outras minorias.
Dados recentes mostram que a taxa de desemprego entre as mulheres é maior,
e que elas ainda ocupam a maioria das posições em setores historicamente femininos,
como saúde, educação e assistência social, estando pouco inseridas em áreas
estratégicas como tecnologia, engenharia e construção civil. A falta de políticas
públicas eficazes, o machismo institucional e a cultura patriarcal reforçam essas
desigualdades.
Nos contextos nacional, estadual (como em São Paulo) e municipal (como em
Dracena), percebe-se um avanço na participação feminina, especialmente através do
empreendedorismo. Entretanto, esses avanços não são suficientes se não vierem
acompanhados de políticas estruturantes, como apoio à maternidade, creches
públicas, combate ao assédio e incentivos à liderança feminina.
A legislação brasileira tem evoluído, com marcos importantes como a
Constituição de 1988, a Lei da Igualdade Salarial (Lei nº 14.611/2023), o Programa
Emprega + Mulheres e a PEC das Domésticas. Também é fundamental o papel de
tratados internacionais como a CEDAW e as convenções da OIT. Apesar disso, aefetivação desses direitos depende da fiscalização, da conscientização social e de
uma profunda mudança cultural.
Este trabalho contribuiu não apenas para o entendimento histórico e social da
questão de gênero no mercado de trabalho, mas também para o desenvolvimento
pessoal e acadêmico dos envolvidos. A pesquisa aponta para a necessidade de
continuidade na produção de conhecimento e no engajamento coletivo em prol da
equidade de gênero.
Assim, garantir a igualdade no trabalho não é apenas uma questão de justiça,
mas de desenvolvimento social e econômico. O futuro da mulher no mercado de
trabalho depende do compromisso conjunto entre governo, empresas e sociedade civil
para construir um ambiente mais inclusivo, justo e igualitário para todas.
Descrição
Palavras-chave
Citação
CUSTÓDIO, B. E. P. et al. A evolução da mulher no mercado de trabalho. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Técnico em Recursos Humanos) – Etec Profª Carmelina Barbosa, Dracena, 2025.