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A evolução da mulher no mercado de trabalho

Resumo

A inserção da mulher no mercado de trabalho é resultado de um longo processo histórico de resistência, lutas e avanços, que ainda hoje enfrenta barreiras significativas. Desde o período anterior à Revolução Industrial, em que as mulheres eram restritas ao espaço doméstico, até o século XXI, houve mudanças profundas nas formas de participação feminina na economia. A industrialização marcou o início da presença feminina no trabalho formal, embora em condições extremamente precárias. Com o fortalecimento dos movimentos feministas, especialmente nos séculos XIX e XX, as mulheres passaram a conquistar direitos fundamentais como licença-maternidade, igualdade salarial e proteção contra abusos. No entanto, mesmo com esses avanços, ainda persistem desigualdades estruturais que limitam o pleno acesso das mulheres a oportunidades iguais. Diferenças salariais, baixa representatividade em cargos de liderança, assédio moral e sexual e a sobrecarga da dupla jornada de trabalho são obstáculos enfrentados diariamente. A mulher, mesmo com maior escolaridade em média que os homens, continua a ser subvalorizada no ambiente profissional, especialmente quando se trata de mulheres negras e de outras minorias. Dados recentes mostram que a taxa de desemprego entre as mulheres é maior, e que elas ainda ocupam a maioria das posições em setores historicamente femininos, como saúde, educação e assistência social, estando pouco inseridas em áreas estratégicas como tecnologia, engenharia e construção civil. A falta de políticas públicas eficazes, o machismo institucional e a cultura patriarcal reforçam essas desigualdades. Nos contextos nacional, estadual (como em São Paulo) e municipal (como em Dracena), percebe-se um avanço na participação feminina, especialmente através do empreendedorismo. Entretanto, esses avanços não são suficientes se não vierem acompanhados de políticas estruturantes, como apoio à maternidade, creches públicas, combate ao assédio e incentivos à liderança feminina. A legislação brasileira tem evoluído, com marcos importantes como a Constituição de 1988, a Lei da Igualdade Salarial (Lei nº 14.611/2023), o Programa Emprega + Mulheres e a PEC das Domésticas. Também é fundamental o papel de tratados internacionais como a CEDAW e as convenções da OIT. Apesar disso, aefetivação desses direitos depende da fiscalização, da conscientização social e de uma profunda mudança cultural. Este trabalho contribuiu não apenas para o entendimento histórico e social da questão de gênero no mercado de trabalho, mas também para o desenvolvimento pessoal e acadêmico dos envolvidos. A pesquisa aponta para a necessidade de continuidade na produção de conhecimento e no engajamento coletivo em prol da equidade de gênero. Assim, garantir a igualdade no trabalho não é apenas uma questão de justiça, mas de desenvolvimento social e econômico. O futuro da mulher no mercado de trabalho depende do compromisso conjunto entre governo, empresas e sociedade civil para construir um ambiente mais inclusivo, justo e igualitário para todas.

Descrição

Citação

CUSTÓDIO, B. E. P. et al. A evolução da mulher no mercado de trabalho. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Técnico em Recursos Humanos) – Etec Profª Carmelina Barbosa, Dracena, 2025.

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Governo do Estado de SP